HISTÓRICO |
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PRESENTES DA SEMANA |
Primeiro a sua sombra silenciosa;
depois seu vulto junto à minha cama;
lábios rubros, tão rubros como a rosa,
ou como na noite uma tênue chama.
E afogo em seus cabelos meus queixumes.
Tão longe me conduzem seus perfumes,
não sei para que céus, numa ciranda;
não sei pra que jardim de flores cheio.
Como o luar as rosas da varanda,
eu beijo a flor suave do seu seio.
E tomo nos meus braços seus contornos,
na paz noturna dos meus lençóis mornos.
Após, clareiam os linhos pendidos...
É madrugada... E a ilusão termina.
Fria a cera, apagados os brasidos...
Longe, retine a ave peregrina.
Sonho-a ainda na alvorada em flor...
Mas sonhá-la é morrer... Morrer de amor!

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