HISTÓRICO |
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PRESENTES DA SEMANA |
Imaginar o fim de uma história feliz
como o fim de uma tarde de doce matiz
e flores num portão...
Cartas de um amor sublime amarelecidas
como as asas que desbotam depois de caídas
do azul do verão...
Imaginar o meu cortinado, meus trincos,
fechados para a luz de um dia sem afincos,
de pétalas ao chão,
ou na sombra rendada de uma árvore morta,
a face fria de bronze da tua porta,
para a minha ilusão...

Imaginar os nossos beijos, nossos laços,
os nossos gestos e o pó dos nossos passos
dissipados assim,
como uma sonhadora espiral de fumaça
dissipada por um longo vento que passa
na tarde de marfim...
É imaginar floradas mortas entre espinhos,
imaginar o fim de todos os caminhos
pra você e para mim,
imaginar o que se foi e se perdeu,
imaginar o fim de tudo o que é meu;
é imaginar meu fim!

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