HISTÓRICO |
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PRESENTES DA SEMANA |
Visões Do Entardecer
Depois que um beijo leve, então, se deu
num fino raio de luz, tremeluzindo a hora,
com asas de cristal num claro céu,
folhas nos ares e uma brisa sonhadora...
Cúmplice, misterioso e suave como um véu,
doçura de ouro e de mel
e uma delicadeza rósea, de amora...
De uma jura profunda e silenciosa,
reverente, quase... Quase sagrada e mística,
engrinaldada em pétalas de rosa...
De uma promessa quase que ritualística,
com devoção idílica, harmoniosa,
de alguém que beija a amorosa
e cristalina cruz de uma rima dística,
concretizados sob nuvens propicias
e num estranho, vago azul de tardes calmas,
um deslize sublime de caricias,
e um pacto silencioso entre duas palmas,
cheiram agora, no crepúsculo, as primícias...
- Vão duas sombras fictícias,
dadas as duas mãos, entregues as duas almas,
juntas, coroadas de borboletas,
morrendo cantos e parando girassóis,
um perfume de rosas, de violetas,
a acortinar a sua passagem, logo após...
Vão tal como gravuras obsoletas
em silêncio, as duas silhuetas:
sombras ainda, no caminho de nos dois...

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